Apple investindo no desenvolvimento de chips para a saúde

 Jordan Novet e Christina Farr da CNBC informam que a Apple sob a gestão de Tim Cook esta procurando expandir a sua divisão de desenvolvimento de chips da área de saúde através da contratação de arquitetos de sensores digitais e analógicos. Hoje o Apple Watch já possui sensores ópticos que podem monitorar o batimento cardíaco, e há uma expectativa de que estes mesmos tipos de sensores possam ser utilizados em exames substituindo a necessidade de técnicas invasivas como a retirada de sangue e outros materiais das pessoas.

A evolução de tal tecnologia de sensores aliada a popularização de dispositivos sempre conectados, tais como celulares e os relógios inteligentes de marcas como a própria Apple e concorrentes como a Samsung irão logo permitir um cenário de monitoramento constante da saúde dos usuários, permitindo a oferta de serviços de saúde onde as informações dos pacientes serão atualizadas em tempo real para uma central possivelmente na ‘nuvem’.

Hoje esse tipo de monitoramento esta disponível em UTIs e leitos hospitalares onde os sinais vitais dos pacientes são captados por equipamentos específicos e enviados para uma central de monitoramento de onde os profissionais da saúde podem observar todos os pacientes, mesmo aqueles que estejam em isolamento e fora do alcance visual. Tal monitoramento também permite que qualquer parâmetro que sai do normal já dispare um aviso para que a equipe medica possa atuar diretamente.

Os SmartWatches já são uma realidade com aceitação pela população, agregando esta funcionalidade iria abrir um novo ramo de atuação para diversas empresas e traria benefícios para o acompanhamento da saúde de uma população mundial que tende a viver mais e mais, sempre contando com os avanços nas ciências do cuidado e da manutenção da vida. Claro que tais informações tão pessoais circulando em tal volume ira também focar ainda mais na necessidade de privacidade/segurança e no armazenamento e analise de todas essas informações, indo portanto ao encontro com os temas que o professor Voorwald indicou na palestra sobre a educação continua e o desenvolvimento de novas tecnologias.

Como criar novas células cerebrais

Desenvolvimento do cérebroStress, pouco tempo dormindo e uma alimentação longe do ideal são os maiores inimigos do nosso cérebro, pois aceleram a morte das nossas células cerebrais com a idade. Porém existem algumas coisas que podemos fazer, além de lidarmos e evitarmos os três itens do começo, e são essas coisas que vou listar nesse artigo. Continue lendo

Super-computador contra o cancer

IBM Watson

IBM Watson. Fonte: http://media.technivorz.com/2014/12/watson2.jpg

Uma noticia dessas é sempre bom divulgar: a IBM acaba de informar que 14 centros de luta contra do câncer dos Estados Unidos da America e do Canada vão usar o super computador Watson, descendente direto do Deepblue que ficou famoso ao jogar Xadrez com o campeão Kasparov na década de 90, para analisar a estrutura biológica dos tumores de cada paciente e indicar o melhor tratamento baseado nessa analise.

Hoje o tratamento de câncer com quimioterapia e radioterapia é mais parecido com a tática de guerra conhecida como terra devastada ou terra queimada, onde o tratamento além de matar as células cancerígenas também mata as saudáveis. Com a utilização da analise provida pelo Watson os médicos poderão receitar os melhores remédios para aquele tipo de tumor, utilizando uma tática mais parecida com as bombas inteligentes guiadas por GPS que devastam alguns países pelo mundo com precisão de até 10 metros. Em ambos os casos é a escolha pelo mal menor, já que o tratamento de câncer é de certo uma das piores experiencias que um ser humano pode passar.

Esse avanço da tecnologia é bom pois apesar da capacidade cerebral do ser humano ser muito maior do que a de um super-computador, nosso cérebro tem que processar varias coisas ao mesmo tempo, e muitas vezes outros fatores atrapalham o nosso raciocínio logico, por isso a utilização do Watson será como uma guia sobre as estatísticas que ele recebeu de todos os tratamentos e pacientes visando indicar o melhor e mais efetivo tratamento. O diagnostico inicial pelo medico ‘humano’ do paciente ainda será muito importante, pois se o mesmo não pegar todas as informações necessárias e corretamente a analise do Watson será tão ou até mais errada quanto a de um ser humano.

Legal ver que finalmente um uso ‘correto’ da tecnologia esta sendo feito, colocando em ótima pratica todos os anos e mais anos de estudos das áreas da tecnologia da informação. Fica portanto a dica a IBM e aos governos mundiais: que tal colocar um Watson em cada continente ao menos, com os governos bancando e assim agilizar e muito o diagnostico dos pacientes de câncer? A fabricação em escala desses super computadores pode inclusive baratear os custos e fazer com que eles se tornem mais acessíveis, talvez permitindo um por pais, quem sabe até por estado ou cidade. Devaneio meu? Hoje essas informações chegaram até mim e agora até você leitor através de uma rede de milhares de milhões de pequenas partes eletrônicas, algumas menores que a espessura de um fio de cabelo, então eu não acho que um equipamento de analise clinica super capacitado em cada cidade desse mundo seja um devaneio tão improvável. Nós seres humanos somos capazes de coisas incríveis, quando queremos…

Fontes:

Reuters: IBM’s Watson to guide cancer therapies at 14 centers

IO9: IBM’s Watson Could Offer Customized Treatment To Every Cancer Patient