O custo do impacto de um vírus

A TSMC na semana passada reportou que devido a uma infecção causada por um vírus de computador suas atividades de produção de chips foram afetadas por 3 dias. A TSMC é a maior fabricante independente de chips de computador do mundo, com clientes como a Apple e a NVIDIA. Esses dias de paralisação tem como impacto esperado nos resultados financeiros da empresa entre 1 e 2 por cento do Q3 deste ano, algo entre 169 e 171 milhões de dólares.

É muito dinheiro. Mas como isso ocorreu? Foi um ataque? Algo premeditado visando atingir não somente a TSMC mas também seus clientes? Não seria esse caso segundo Anton Shilov do Anandtech: a causa seria um novo equipamento instalado na linha de produção da TSMC, este veio contaminado com o WannaCry, aquele mesmo que causou furor ano passado por se aproveitar de uma brecha de segurança do Windows, brecha essa que a Microsoft já havia liberado uma atualização para solução da mesma. Este equipamento infectado foi instalado na rede da TSMC sem ser verificado e então passou a contaminar os outros equipamentos das linhas de produção de diversas fabricas do grupo.

Esse cenários mostra duas falhas no meu entendimento: um equipamento foi instalado na empresa sem uma verificação do mesmo, ou seja, caso os equipamentos da TSMC seguissem regras de segurança, este novo equipamento não foi enquadrado nas mesmas; em segundo lugar, qual a razão dos equipamentos internos não estarem atualizados e protegidos contra o WannaCry? Possivelmente por estes estarem ‘sem acesso ‘ a internet, foi considerado que eles estavam protegidos de possíveis ataques. Não foi bem este o caso desta vez.

O novo equipamento deveria ter sido validado/verificado antes de ser instalado, e os equipamentos da produção deveriam ter sido atualizados independente se eles estariam expostos a internet ou não. Agora a TSMC precisa trabalhar para atender os pedidos de seus clientes que não deviam contar com esses dias de atraso, e sendo chips de computadores um dos itens básicos de diversos lançamentos, toda uma cadeia de produção pode ter sido afetada. Acredito que os próximos equipamentos a serem instalados nas unidades fabris da TSMC serão verificados e validados de agora em diante.

Apple investindo no desenvolvimento de chips para a saúde

 Jordan Novet e Christina Farr da CNBC informam que a Apple sob a gestão de Tim Cook esta procurando expandir a sua divisão de desenvolvimento de chips da área de saúde através da contratação de arquitetos de sensores digitais e analógicos. Hoje o Apple Watch já possui sensores ópticos que podem monitorar o batimento cardíaco, e há uma expectativa de que estes mesmos tipos de sensores possam ser utilizados em exames substituindo a necessidade de técnicas invasivas como a retirada de sangue e outros materiais das pessoas.

A evolução de tal tecnologia de sensores aliada a popularização de dispositivos sempre conectados, tais como celulares e os relógios inteligentes de marcas como a própria Apple e concorrentes como a Samsung irão logo permitir um cenário de monitoramento constante da saúde dos usuários, permitindo a oferta de serviços de saúde onde as informações dos pacientes serão atualizadas em tempo real para uma central possivelmente na ‘nuvem’.

Hoje esse tipo de monitoramento esta disponível em UTIs e leitos hospitalares onde os sinais vitais dos pacientes são captados por equipamentos específicos e enviados para uma central de monitoramento de onde os profissionais da saúde podem observar todos os pacientes, mesmo aqueles que estejam em isolamento e fora do alcance visual. Tal monitoramento também permite que qualquer parâmetro que sai do normal já dispare um aviso para que a equipe medica possa atuar diretamente.

Os SmartWatches já são uma realidade com aceitação pela população, agregando esta funcionalidade iria abrir um novo ramo de atuação para diversas empresas e traria benefícios para o acompanhamento da saúde de uma população mundial que tende a viver mais e mais, sempre contando com os avanços nas ciências do cuidado e da manutenção da vida. Claro que tais informações tão pessoais circulando em tal volume ira também focar ainda mais na necessidade de privacidade/segurança e no armazenamento e analise de todas essas informações, indo portanto ao encontro com os temas que o professor Voorwald indicou na palestra sobre a educação continua e o desenvolvimento de novas tecnologias.

Comece com o que você já tem/sabe

Crise” parece ser a palavra da vez, alguns acreditando nela e outros desmentindo ela, mas com certeza é uma das palavras que mais esta sendo usada atualmente, seja no Brasil, seja no Mundo. Nesses períodos normalmente nosso poder aquisitivo diminui e por vezes muitos perdem seus empregos e suas fontes de renda, porém existe também o outro lado dessa moeda, onde muitos dizem que são nas crises que aparecem as grandes oportunidades, e aqui eu vou passar a mensagem que li sobre isso em um artigo gringo que mostra como podemos usar melhor nosso tempo livre para iniciarmos novos projetos, que podem ser muito uteis havendo ou não a chamada “crise”. Continue lendo

Fechar aplicativos faz o iOS consumir mais bateria.

Ciclo Bateria     Contrariando o pensamento normal, onde quanto mais programas rodando é igual a mais bateria sendo consumida, fechar os aplicativos no iOS faz com que o sistema consuma mais bateria. Segundo Klosowski, isso ocorre pois o iOS quando joga os aplicativos para o background, na verdade não deixa eles rodando, mas sim os congela e os deixa na RAM, prontos para serem acessados novamente.

     Quando o usuário encerra o aplicativo, o mesmo sai da RAM, e quando ele for solicitado novamente, o sistema precisa recarregar ele novamente na RAM, e isso exige mais do sistema como um todo, logo gastando mais bateria. Existe a função de manter os aplicativos em background sendo atualizados, porém ela ainda consome menos que ficar descarregando e recarregando os aplicativos.

     Klosowski ainda usa uma frase legal, dizendo que o usuário deve usar seu celular, e não ficar bancando o zelador do mesmo, quem faz isso é o próprio iOS, que inclusive retira programas da RAM caso o sistema detecte que precisa de mais RAM para os programas principais.

Fonte:
KLOSOWSKI, Thorin. Quitting Apps in iOS Can Actually Worsen Battery Life. Lifehacker.com. Acesso em 07/04/2014.