Manual de Epicteto – Enchiridion – 11

XI. Nunca diga de algo, “Eu perdi isto”; mas “Eu devolvi isto”. Sua criança morreu? Ela foi devolvida. Sua esposa morreu? Ela foi devolvida. Suas terras foram tomadas? Bem, isso não seria o mesmo que devolvê-las? “Mas ele que as tomou é um homem mal.” Qual é a diferença para você quem o doador manda tomar de volta? Enquanto ele te da suas posses, cuide bem delas; mas não veja as como suas; assim como viajantes veem um hotel.

Opinião – não somos realmente donos de nada, a não ser de nossas ações e do controle dos nossos pensamentos, e por muitas vezes perdemos esse ultimo. Pode parecer frio a ideia de que ao se perder um ente querido como uma esposa ou uma criança que devemos simplesmente entender que elas foram ‘devolvidas’; o conceito de posse  da vida de outras pessoas é que esta errado no entanto. Se não tivermos consciência disso podemos desperdiçar o tempo finito que temos aos lados de quem amamos, tentando prolongar esse tempo prendendo eles e tentando garantir nossa posse dos mesmos, em vez disso é muito melhor admitirmos que não controlamos os outros, e que eles podem estar em nossas vidas neste momento e não estar mais no próximo. Não controlamos a presença deles em nossas vidas, portanto que aproveitemos ao MÁXIMO os momentos que compartilhamos com quem gostamos, para evitar de ficarmos com remorso dos feitos não realizados junto a eles quando não os tivermos mais juntos a nós.

N.T: tradução minha a partir do texto de Elizabeth Carter disponível em http://classics.mit.edu/Epictetus/epicench.html.
Esse é um trabalho de pratica do meu inglês e também para conhecimento maior da Obra de Epicteto.

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