Manual de Epicteto – Enchiridion – 02

II. Lembre-se que perseguir aquilo que você deseja promete a realização daquilo que você encontra-se desejando; já a aversão promete evitar aquilo que você não quer, que tem repulsa. Entretanto, aquele que falha em obter aquilo que deseja se torna decepcionado, e aquele que sofre com o objeto de sua aversão é devastado. Se, entretanto, você confinar sua aversão a aquilo que seja o contrario de suas atitudes, aquilo que você tem sobre o seu controle, você nunca irá sofrer com aquilo que você tem aversão. Agora se você tem aversão a doenças, ou a morte, ou a pobreza, você será devastado. Retire a aversão, portanto, de todas as coisas que não estão ao seu controle, e transfira isso para coisas que são o contrario da natureza que esta sob o seu controle. Mas, por hora, suprima totalmente o seu desejo: pois, se você desejar qualquer coisa que não esteja sobre seu controle, vocês ficará decepcionado obrigatoriamente; e para aqueles que estão sob seu controle, e que seria louvável você desejar, nada ainda esta em sua posse. Utilize apenas as ações apropriadas para perseguir e para evitar, e até mesmo essas de maneira sutil, e com gentileza e discrição.

Opinião: não adianta nada procurar evitar aquilo que não controlamos: a morte, doenças, a pobreza. Eu posso muito bem viver uma vida procurando ser saudável, evitar comportamentos de riscos, não cometer excessos e respeitar as leis naturais do meu corpo, tudo visando viver mais, porém a morte vem a todos, não adianta procurar tentar fugir disso. Também posso viver dentro dos meus meios, não entrar na corridas dos ratos e adentrar a inflação do estilo de vida, tudo para ter sempre algum dinheiro guardado, e mesmo assim vir uma guerra, uma crise mundial e todo meu dinheiro se desvalorizar. Devemos desejar então aquilo que realmente nos torna completos, uma vida plena, correta, natural, e procurar evitar aquilo que cabe a nós, que esta sob nosso controle e que poderia nos afasta dessa vida: controlar nossas ações para não prejudicarmos a nós ou ao próximo, vivermos de maneira humilde, como Sócrates e Jesus nos ensinaram e foram exemplos. Devemos procurar atingir aqueles objetivos que dependem de nós para serem realizados, mas sempre de uma maneira simplória, com humildade e um pouco de cada vez, evitando desperdiçar energia com aquilo que não podemos controlar ou em atitudes espalhafatosas e propelidas pelo nosso ego.

N.T: tradução minha a partir do texto de Elizabeth Carter disponível em http://classics.mit.edu/Epictetus/epicench.html.
Esse é um trabalho de pratica do meu inglês e também para conhecimento maior da Obra de Epicteto.

 

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