O básico que o 1% segue para se distanciarem dos 99%

1% Vs 99%

1% VS 99%. Fonte: Skyenorford

Distribuição de renda inadequada, os ricos ficam mais ricos e os pobres ficando mais pobres, quem tem dinheiro faz dinheiro. Essas e outras tantas frases são repetidas em looping eterno há alguns anos e o que acontece é que hoje 80 pessoas (incluindo alguns brasileiros) são donos e donas de 50% da riqueza do mundo. Essas pessoas são chamadas de o “1%” após os movimentos como o “Occupy Wall Street”. Mas seria que tudo isso é realmente culpa dos governos malvados ou corruptos ou da opressão dos ‘burgueses’ contra aqueles que fazem parte do ‘proletariado’? Eu acho que tem algo mais embaixo, algo além destes motivos.

A alguns anos comecei a desenvolver um gosto pelas finanças pessoais e economia em geral, venho lendo e fazendo alguns exercícios sobre esses temas por esses anos e cheguei a uma conclusão: são temas chatos e maçantes. Estudar juros compostos na faculdade é a memória que mais me apavora daquela época, já que matemática financeira quase foi o motivo de eu e mais uma boa metade da turma quase perdermos o ano. Porém antes dos números, formulas, letrinhas miúdas em contratos, há algumas mentalidades básicas, que se não forem mudadas não haverá números, calculadoras ou simuladores que mudem o quadro do 1% VS 99%.

Jon Julin, através do artigo “How the 99% Can Make It” traçou três objetivos simples e alguns passos relacionados a eles para o 99%(pessoal normal) consiga se aproximar do 1%(ricos):

  • Lutar pelo sucesso
  • Pagar você primeiro
  • Pensar no longo prazo

Claro que as situações que ele descreve no artigo se encaixam mais no cenário ‘gringo’, porém eu também consigo traçar paralelos dessas atitudes ao nosso dia a dia em terras brasileiras:

Lutar pelo sucesso é deixar de lado o “coitadismo” ou a dependência de uma ajuda divina para conseguir algo na vida. Os mais velhos talvez traduzissem isso como: levanta a bunda e corre atrás do que você quer. Sim no Brasil ainda vivemos uma situação de pobreza tremenda em boa parte do território, porém também temos muitos exemplos de pessoas que recebem auxílios, bolsas, ajudas de diversas maneiras e mesmo com tudo isso não melhoram de vida, pois não mudaram sua mentalidade que são coitadinhas e que os outros tem, por obrigação, ajudar elas. Outras pessoas recebem essa ajuda mas ficam esperando pela providencia divida cair em seus colos para se desenvolverem. Vamos combinar o seguinte: tendo ou não ajuda, se você não se esforçar não vai sair do seu cenário/situação atual para um melhor.

Pagar você primeiro é um conceito interessante, e uma das regras mais repetidas nos livros de finanças pessoais, ficando atrás somente da regra de ouro: gastar menos do que se ganha e investir a diferença. Estamos sempre pagando alguém, então a ideia é mudar nossa atitude e começar pagando a nos mesmos. Comece com um valor pequeno, que você irá guardar numa poupança todo mês, assim que seu pagamento cair em suas mãos. Se esse valor, por menor que seja, já impedir de você comprar aquele tênis novo pois é o modelo do ano, ou ir comer naquele restaurante chique então tenho uma má noticia para você: você não pode arcar com esses luxos agora. Não estou dizendo que é fácil isso, mas é algo que vale a pena, pois após você adquirir esse hábitos, em algum tempo poderá comprar esses luxos e outros com o juros que o seu investimento/poupança irá TE pagar e não você pagar a eles, nesse ponto você vira o jogo, deixa de ser um pagador de juros e passa a ser um recebedor.

Pensar no longo prazo é uma extensão das duas mudanças de pensamento e atitude anteriores: quando pensamos ‘lá na frente’ e vemos que nosso caminho atual não nos levará a onde queremos chegar, nosso instinto já nos diz que devemos mudar esse caminho e acertar nosso curso para nossos destinos e objetivos desejados. O que queremos hoje realmente é importante ou pode atrapalhar lá no futuro? Uma comparação que é usada no artigo de Jon é a compra de um carro: 99% pensa que as ‘parcelinhas cabem no bolso’, já o 1% pensa no total que o carro vai custar por toda sua vida útil. O resultado nós já sabemos: muita carro na rua com IPVA e seguro obrigatório atrasado, manutenção toda errada ou cheia de gambiarras e o carne enorme ainda para o dono pagar, mas ele esta contente pois comprou ‘zero’. Mal sabe ele o tanto de zeros, uns e outros números que ele vai pagar devido a isso.

Claro que temos o impacto das atitudes de políticos corruptos que tanto atrapalham nosso país e que vivem aparecendo nas manchetes dos jornais, tanto quanto empresários que também são corruptos e aparecem em tantas manchetes ou até mais, porém se nós, as pessoas comuns, mudarmos nossas atitudes, aprendemos a retomar o controle de nossas vidas e não dependemos tanto de ‘bondades’ que esses mesmos corruptos oferecem ou pararmos de comprar qualquer produto que os empresários tentem nos vender através de infinitas “parcelinhas” que cabem no bolso pois o novo modelo tem um cromado novo ou o numero do modelo maior, com certeza a nossa sociedade como um todo irá melhorar. E é essa a mudança de atitude que o 1% cobra como ‘taxa de entrada’ para seu clube exclusivo.

Fontes:
http://www.moneysmartguides.com/how-the-99-can-make-it
http://www.moneysmartguides.com/these-80-people-control-half-the-worlds-wealth

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